Jeremias e a Babilônia


Jeremias não foi levado cativo para a Babilônia


Ao contrário do que muitos pensam, o profeta Jeremias não foi levado cativo para a Babilônia. Ele foi levado à força para o Egito. Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre isso, mas com base nas Escrituras Sagradas, quero apresentar a verdade bíblica — uma verdade que muitos não costumam contar.

O profeta Jeremias não foi levado juntamente com os exilados que o rei Nabucodonosor conduziu para a Babilônia. Ele não foi levado no primeiro exílio, em 605 a.C., quando Daniel e seus amigos foram deportados. Também não foi levado no segundo exílio, em 597 a.C., quando o profeta Ezequiel foi levado cativo para a Babilônia, conforme descrito em Ezequiel 1:1. Da mesma forma, Jeremias não foi levado no terceiro e último exílio, em 586 a.C., quando mais de 42 mil pessoas foram deportadas.


Quando o último rei de Judá, Joaquim, foi levado cativo para a Babilônia, Nabucodonosor deixou alguns remanescentes em Israel. Sobre esses judeus que permaneceram na terra, foi nomeado como governador Gedalias, que posteriormente foi assassinado por Ismael.

Ismael tentou levar os sobreviventes para a terra de Amom, porém Joanã, ao tomar conhecimento do ocorrido, reuniu seus soldados e conseguiu libertar o povo das mãos de Ismael.


Ismael tomou como prisioneiros todo o restante do povo que estava em Mispá, inclusive as filhas do rei, sobre os quais Nebuzaradã, o comandante da guarda imperial, havia nomeado Gedalias, filho de Aicam, governador. Ismael, filho de Netanias, levou-os como prisioneiros e partiu para o território de Amom. Quando Joanã, filho de Careá, e todos os comandantes do exército, que com ele estavam, souberam do crime que Ismael, filho de Netanias, tinha cometido, convocaram todos os seus soldados para lutar contra ele. Eles o alcançaram perto do grande açude de Gibeom. Jeremias 41:10-12

Mesmo após esse livramento, Joanã teve medo de retornar a Israel, por causa da represália que poderia sofrer devido ao assassinato de Gedalias. Assim, o grupo parou em Gerute-Quimã, perto do Egito, e pediu que o profeta Jeremias consultasse o Senhor em oração, para saber se deveriam ou não descer ao Egito. (Jr 42:1-3).


Jeremias orou ao Senhor em favor do povo, e após dez dias, recebeu a resposta divina. A mensagem do Senhor foi clara: o povo não deveria ir para o Egito, pois Deus cuidaria deles em Israel e não permitiria que Nabucodonosor lhes fizesse mal. (Jr 42:7-12)


Entretanto, o povo desconfiou da palavra do Senhor transmitida por Jeremias. Decidiram descer para o Egito em busca de proteção. Jeremias os advertiu de forma direta: se fossem ao Egito, Nabucodonosor invadiria a terra e os destruiria. Mesmo assim, o povo não deu ouvidos ao profeta e levou Jeremias à força para o Egito, conforme registrado em Jeremias 43:6-7


⁴ Assim Joanã, filho de Careá, e todos os comandantes do exército e todo o povo desobedeceram à ordem do Senhor de que permanecessem na terra de Judá. ⁵ Mas Joanã, filho de Careá, e todos os comandantes do exército, levaram todo o remanescente de Judá que tinha voltado de todas as nações para onde haviam sido espalhados a fim de viver na terra de Judá: ⁶ todos os homens, mulheres e crianças, as filhas do rei, todos os que Nebuzaradã, o comandante da guarda imperial, deixara com Gedalias, filho de Aicam, neto de Safã; além do profeta Jeremias e de Baruque, filho de Nerias. ⁷ Eles foram para o Egito, desobedecendo ao Senhor, e foram até Tafnes. Jeremias 43:4-7


Quando Jeremias e o povo foram levados à força para o Egito, ao chegarem à cidade de Tafnes, o Senhor deu uma ordem específica ao profeta. Deus mandou que Jeremias pegasse algumas pedras e as enterrasse no barro do pavimento, à entrada do palácio de Faraó, diante dos olhos dos judeus que ali estavam (Jr 43:8-9). Em seguida, Jeremias deveria profetizar acerca do exílio para o Egito. O Senhor usou o profeta Jeremias para advertir o povo, declarando que o rei Nabucodonosor colocaria o seu trono exatamente sobre aquelas pedras que haviam sido enterradas (Jr 43:10). Aquilo era um sinal profético claro: o mesmo rei do qual eles tentaram fugir, os alcançaria no Egito.


Deus havia sido explícito em Sua advertência: se o povo descesse ao Egito, Nabucodonosor viria e atacaria aquele império. A profecia anunciava morte para muitos e cativeiro para outros. Nem mesmo o templo de Faraó escaparia do juízo. Nabucodonosor não poupou o povo egípcio, nem tampouco os remanescente de Israel que haviam fugido para lá em busca de segurança. Assim, cumpriu-se mais uma vez a palavra do Senhor anunciada por meio do profeta Jeremias.


¹⁰ Então diga-lhes: ‘Assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Mandarei chamar meu servo Nabucodonosor, rei da Babilônia, e ele colocará o seu trono sobre essas pedras que enterrei, e estenderá a sua tenda real sobre elas. ¹¹ Ele virá e atacará o Egito, trará a morte aos destinados a morte, cativeiro aos destinados ao cativeiro, e espada aos destinados a morrer pela espada. ¹² Ele incendiará os templos dos deuses do Egito; queimará seus templos e levará embora cativos os seus deuses. Como um pastor tira os piolhos do seu manto, assim ele despiolhará o seu Egito, e sairá em paz. ¹³ Ele despedaçará as colunas no templo do sol, no Egito, e incendiará os templos dos deuses do Egito’ ". Jeremias 43:10-13


Por volta de 568 a.C., Nabucodonosor invadiu o Egito, cumprindo exatamente a profecia anunciada por Jeremias. Portanto, o profeta nunca foi levado cativo para a Babilônia, mas sim exilado à força para o Egito, junto com Joanã e os remanescentes sobrou de Israel.


É importante lembrar que esses remanescentes não são os mesmos que foram levados cativos para a Babilônia. O grupo que fugiu para o Egito era composto por judeus que permaneceram na terra após o assassinato de Gedalias e, por medo, decidiram descer ao Egito em busca de segurança. Após o ataque de Nabucodonosor ao Egito, nem todos esses remanescentes foram eliminados. A própria Escritura mostra que alguns sobreviveram e tiveram a oportunidade de retornar à terra de Judá. Essa realidade pode ser compreendida à luz de duas mensagens proféticas distintas anunciadas por Jeremias, em momentos diferentes. Primeira profecia – antes de descerem ao Egito Com base em Jeremias 42:7–22, após escaparem das mãos de Ismael, o povo chegou a Gerute-Quimã, na divisa entre Belém e o Egito (Jeremias 41:17). Ali, pediram que Jeremias consultasse o Senhor. Depois de dez dias, o profeta trouxe uma exortação da parte de Deus, acompanhada de uma mensagem de refrigério e promessa para aqueles que permanecessem em Israel. O Senhor assegurou que cuidaria deles e que Nabucodonosor não lhes faria mal. Essa foi a primeira profecia, dada ainda fora do Egito. Segunda profecia – já no Egito Mesmo assim, o povo desobedeceu à voz do Senhor e desceu ao Egito, levando Jeremias à força. Já na terra egípcia, Deus falou novamente por meio do profeta, conforme Jeremias 43:8–13 e, de forma mais ampla, em Jeremias 44:1–30. Nessa segunda profecia, o Senhor anunciou juízo: Nabucodonosor atacaria o Egito, haveria morte, cativeiro e destruição, tanto sobre os egípcios quanto sobre os judeus que haviam buscado refúgio ali. Entretanto, o texto bíblico é claro ao afirmar: “Serão poucos os que escaparão da espada e voltarão do Egito para a terra de Judá.” Isso demonstra que alguns remanescentes sobreviveram ao ataque de Nabucodonosor e, em meio à crise e à guerra, tiveram a oportunidade de retornar para Judá, sua terra natal. Esses foram os que escaparam da espada, conforme a palavra do Senhor.


Serão poucos os que escaparão da espada e voltarão do Egito para a terra de Judá. Então, todo o remanescente de Judá que veio residir no Egito saberá qual é a palavra que se realiza, a minha ou a deles. Jeremias 44:28


Daniel profetizou no palácio de Nabucodonosor;

Ezequiel profetizou na Babilônia junto aos exilados; e Jeremias profetizou aos que ficaram em Israel e, posteriormente, aos que desceram ao Egito. Deus sempre encontra meios de comunicar Sua vontade ao Seu povo, seja ele obediente ou rebelde.


Veja o vídeo na íntegra.




Autor : Rafael Vitor

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