Ídolos modernos e corações endurecidos
Um alerta espiritual a partir das mensagens de Jeremias — Como a idolatria afasta o coração da presença de Deus
A comunidade Israelita vivia uma decadência espiritual terrível. A morte espiritual antecede a queda do homem e o afastamento da harmonia com o próprio Deus. A idolatria foi uma das razões pela qual levou à queda dos Israelita. Esse pecado é comparado a prostituição (Oséias 11:12, Ezequiel 13 e Ezequiel 16:11-41). Ezequiel 23 usa um termo alegórico de duas mulheres que se prostituem, mas retratando a Samaria e Jerusalém que foram idólatras. Idolatria é tudo aquilo que passamos a valorizar ou usufruir colocando no lugar que pertence a Deus e à sua presença. É quando algo ou alguém ocupa o espaço que somente Deus deve ter em nossa vida. Em outras palavras, é dedicar nossa atenção, devoção e confiança a algo ou a algum objeto em lugar de Deus (Êxodo 20:3, Colossenses 3:5 e 1 João 5:21). Dito isso, quero convencê-lo – através das Escrituras, Deus nos dar oportunidade para se arrependermos e voltarmos a buscá-lo novamente com sinceridade e devoção exclusiva somente a Ele.
Quero usar como base os texto de Jeremias 29:11-14 antes de iniciar a leitura aqui, pare imediatamente o que está fazendo e leia este versículo! Assim você se conectará ao texto comigo.
O capítulo 29 de Jeremias é uma carta enviada pelo profeta Jeremias aos cativos que estavam na Babilônia. A estrutura dessa carta possui várias camadas que expressam as palavras do profeta transmitidas por Deus. Nela são apresentados os destinatários da carta, o encorajamento divino para que os hebreus se estabeleçam e se multipliquem na Babilônia, a advertência contra os falsos profetas, o convite para que o povo volte a buscar a Deus por meio da oração, o anúncio do juízo de Deus e também a condenação dos falsos profetas, como Acabe e Zedequias, e o destino que lhes estava reservado.
Apesar de Israel ser uma nação escolhida por Deus, foi um povo que deu muito trabalho desde a peregrinação no deserto quando saiu do Egito. Um povo que só murmurava e nada estava bom para eles, apesar do auxílio que o próprio Deus enviou a eles, como nuvem de fogo, maná do céu, a travessia pelo mar e água da rocha, ainda assim reclamava. Como não bastava, eles ainda decidiram seguir o caminho da idolatria, desprezando o próprio Deus para seguir outras divindades feitas ou criadas por artifícios humanos. Entre eles estão mais conhecidos como: Baal, Asera, Astarote, Maloque entre alguns outros.
Em meio à idolatria, o que mais me chamou atenção foram dois personagens descritos como Acabe e Zedequias. Esses dois não foram os reis de Israel, apesar de terem os mesmos nomes. Acabe e Zedequias eram os falsos profetas mencionados por Jeremias que profetizavam mentiras à comunidade de Israel que estava na Babilônia, no período do exílio. Esses personagens, além de mentirosos, também cometeram adultério com as mulheres de seus amigos. O fim deles é descrito de forma severa: seriam entregues e queimados na fornalha de Nabucodonosor (Jeremias 29:22).
O pecado já estava enraizado entre alguns dos exilados na Babilônia. Nem mesmo depois do exílio eles se comoveram a ponto de se arrepender e buscar a Deus. O exemplo disso está na carta do capítulo 29, que nos traz um alerta de que existem pessoas que, mesmo em meio à dor e ao processo, são demasiadamente duras para converter o coração a Deus. Quando Deus chama Ezequiel para o ofício de profeta, Ele já o alertava a respeito do povo com quem iria lidar: um povo de semblante duro, rebeldes e obstinados de coração, comparados a sarças, espinhos e escorpiões (Ezequiel 2:3-6). Imagine ser escolhido por Deus para deixar o ofício de sacerdote e assumir o chamado para ser profeta, tendo que lidar com um povo rebelde que não escuta. O chamado de Ezequiel não é para qualquer um. Lidar com pessoas requer coragem, disposição e verdadeira vontade de servir a Deus. Trabalhar com pessoas já é difícil; agora imagine trabalhar com um povo que é comparado a espinhos e escorpiões.
Deus é tão longânimo em amar que nos dá a oportunidade de nos arrependermos e de buscá-lo com um coração puro e sincero. Ele nos permite ter harmonia novamente com Ele por meio da sua misericórdia. Os versículos 11–14 são prova do seu amor para conosco. Mesmo quando estamos perdidos e sem rumo, Ele nos dá um direcionamento de como encontrá-lo novamente por meio da oração e da devoção somente a Ele. Para se aproximar de Deus, é preciso disposição e vontade de buscá-lo. O versículo 14 relata que Deus faz questão de ser encontrado: “Eu me deixarei ser encontrado por vocês”. Se isso não for amor, não sei qual seria a definição de amor. Esse amor é diferente: não é como o amor de pai e mãe (storgē), nem como o eros (atração física, desejo intenso e paixão romântica). Ele vai além do que podemos imaginar. João descreve esse amor de forma incondicional e incompreensível para a ótica humana (João 3:16).
Deus não compartilha a sua glória com ninguém. O desejo dEle é que o busquemos em espírito e em verdade. Tornamo-nos idólatras a partir do momento em que algo ou alguém ocupa o lugar que pertence a Deus. Isso pode estar relacionado ao uso excessivo do celular, da televisão, à paixão desenfreada por um time de futebol, ao amor ao dinheiro, à obsessão em conquistar bens materiais, entre muitas outras coisas que poderiam ser mencionadas. A idolatria apenas mudou o nome dos ídolos; o fanatismo e o desejo excessivo apenas se disfarçaram. Isso leva à cegueira espiritual, que faz o homem corromper o seu coração e perder a harmonia com Deus. É preciso olharmos para dentro e enxergarmos como está o nosso coração: se ele deseja mais a Deus ou se o substitui por prazeres momentâneos. Salomão já nos alertava: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23).
Outro ponto que quero destacar é Jeremias 13. Jeremias faz literalmente o que Deus lhe pediu. Deus ordena que Jeremias compre um cinto novo e o coloque nos lombos, sem deixá-lo molhar na água. Depois que Jeremias faz o que Deus pede, ele é orientado pela segunda vez a pegar o mesmo cinto e enterrá-lo junto ao rio Eufrates. Passados muitos dias, Jeremias é novamente orientado a desenterrar o cinto. Quando ele o desenterra, o cinto está podre e não serve para mais nada, referindo-se à nação de Israel. Esse ato foi um simbolismo em alusão a Israel, que havia pervertido os seus caminhos e abandonado a Deus para praticar a idolatria. Na versão NVI (Nova Versão Internacional) é dito que, assim como o cinto se tornou inútil, Israel também se tornou inútil para Deus.
“Este povo ímpio, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que age segundo a dureza de seus corações, seguindo outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los, que este povo seja como aquele cinto: completamente inútil!” (Jeremias 13:10).
Deus não desprezou o seu povo; Ele usou o cinto como símbolo para mostrar que eles estavam se tornando inúteis ao buscarem outros ídolos. Quando deixamos de buscar a Deus para satisfazer nossas próprias vontades e desejos, também nos tornamos inúteis espiritualmente. Tornamo-nos como cintos podres, enterrados e sem utilidade, quando não servimos a Deus com todo o coração e sinceridade. Mas, glória ao bom Deus, pois mesmo em meio à escuridão de nossos corações Ele nos concede uma luz no fim do túnel — e essa luz é o próprio Deus, que nos guia de volta ao seu propósito.
Deus hoje nos chama para perto dEle, a nos aproximarmos mais dEle e a termos maior intimidade com Ele. Precisamos deixar de lado tudo aquilo que nos afasta da sua presença. Será que hoje você consegue deixar as barganhas de lado e correr aos pés de Deus? Aceite este humilde convite que pode transformar sua conduta e sua devoção ao Senhor.
“pois quem se arriscaria a aproximar-se de mim? ’, pergunta o Senhor”. (Jeremias 30:21).
Autor : Escritor Rafael Vitor
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